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SAUDAÇÃO À PROFESSORA DOUTORA LUCÍLIA NUNES

27/10/21

Grupo de Enfermeiros considera importante a possibilidade do Orçamento de Estado 2022 passar à discussão na especialidade.

Um grupo de enfermeiros atentos aos problemas do País e da Saúde entende, que o orçamento de estado para 2022 não é o orçamento ideal, nem é de todo o orçamento desejável e que o governo podia e devia ir mais longe em várias medidas que urgem para valorizar o trabalho e o poder de compra dos portugueses . 

Mas também entendemos que este orçamento revela preocupações sociais importantes e no que diz respeito aos Enfermeiros e à Enfermagem abre portas para questões reivindicadas há anos pela classe. 

A ideia de manter as progressões descongeladas, a perspetiva de abertura de concursos para promoção de enfermeiros e a resolução dos problemas criados aquando da regularização da carreira de enfermagem com a contagem dos respectivos pontos zerados para efeitos de progressão na altura, são matérias muito importantes e caras para a enfermagem. 

Naturalmente que a não majoração do tempo trabalhado para efeitos de aposentação em virtude de sermos uma profissão de risco, insalubridade e penosidade entendemos ter  de ser levada em linha de conta com propostas concretas em sede de discussão na especialidade. A dedicação plena como princípio concebido para médicos deverá ser alargada para os restantes profissionais de saúde. 

Tendo em linha de conta as variadas matérias em discussão entendemos que o país e a enfermagem tinham mais a ganhar com a possibilidade deste orçamento de estado baixar à discussão na especialidade. 

Este é o apelo que fazemos enquanto grupo de enfermeiros que não se esquece de um passado recente onde políticas de forte cariz Neo liberal delapidaram o SNS e desvalorizaram os seus maiores ativos - os seus trabalhadores. Não podemos esquecer os anos que trabalhamos 40 h semanais ao valor de 35 h.

Numa visão de construção de um futuro melhor para todos entendemos importante a possibilidade do orçamento agora apresentado passar à discussão na especialidade. 

Podemos afirmar que o SNS pode contar com os seus trabalhadores em geral e com os enfermeiros em particular como a resposta à pandemia o demonstrou. Por isso são necessárias respostas que combatam a exaustão e que reforcem a motivação sendo que aquilo que o OE contemplar será um importante instrumento. 

Nota: Foi este apelo enviado aos Grupos Parlamentares

Enfermeiros: Ana Loff, Ana Sara Alves Brito, Armandina Antunes, João Fernandes, João Quintela, José Carlos Gomes, Lucília Nunes, Maria Augusta de Sousa, Maria José Dias Pinheiro, Nuno Murcho, Rogério Gonçalves, Rui Santos

11/09/21

Obrigada, Dr. Jorge Sampaio ....

Jorge Sampaio também deixa legado na saúde e na enfermagem.

Recordo uma reunião em Belém com todas as organizações e personalidades com responsabilidade na saúde incluindo ordens e sindicatos com o objetivo de aprofundar as prioridades para a saúde.

Destaco a sua compreensão pelas implicações do ato médico e a recusa em promulgar, a defesa da importância do SNS para a democracia pela garantia de acesso à todos aos cuidados de saúde, e o reconhecimento da importância dos enfermeiros como pilar dos cuidados de saúde.

Aqui deixo o meu obrigada por ter podido participar e conhecer este homem que marca o País pela sua coerência de vida.

Honrar o seu legado é dever de cidadania.

Maria Augusta de Sousa 

10/08/21

SOMOS PROFISSIONAIS TEMOS O DEVER DE NOS INDIGNARMOS

Quando a ignorância e o fanatismo se confundem na política não podemos ficar calados. São milhões os portugueses que já aceitaram ser vacinados e serão ainda mais os que acreditam nos profissionais que lhes garantem a saúde e o cuidar, nomeadamente os Enfermeiros!

Com o símbolo do Chega e intitulado “Chega Vila Real” é insinuado que seria administrado veneno pelos funcionários se identificassem elementos do Chega aconselhando à necessária cautela. 

Não podemos ficar calados perante um insulto que raia a calúnia e difamação a todos os profissionais de saúde envolvidos. 

Os longos dias e horas que milhares de profissionais têm despendido, com dedicação e profissionalismo, para garantir aos cidadãos os milhões de vacinas já administradas não pode ser vandalizado por afirmações geradoras de ódio e de medo. Denegrir o profissionalismo destes profissionais é para além de colocar em causa a sua competência e dever profissional no direito ao cuidado que assiste a cada cidadão, é indiretamente procurar enfraquecer o nosso SNS na resposta organizada e capacidade de mobilização dos profissionais que tem oferecido ao longo dos anos e que a pandemia deixou ainda mais evidente.

Por isso denunciar e repudiar tais insultos é um dever de cidadania porque a liberdade de expressão não pode servir para espalhar calúnias, ódio e medo gerador de insegurança e de dúvidas sobre os cuidados de saúde, e principalmente sobre quem administra as vacinas, os Enfermeiros 

A vacina é até ao momento a melhor arma que como comunidade dispomos para atenuar os efeitos que esta pandemia tem trazido na saúde e vida dos portugueses. 

Os subscritores esperam que as suas Ordens Profissionais desenvolvam a intervenção necessária para travar atitudes que põe em causa o profissionalismo dos seus membros. 

Mas…a todos apelamos 

DIZER NÃO AO MEDO É UM IMPERATIVO SOCIAL PARA QUE A ATITUDE DE CADA UM SEJA O BEM DE TODOS.

Lisboa, 10 agosto 2021 

Primeiros Subscritores: Pedro Aguiar, Ana Loff, José Carlos Gomes, Maria Augusta de Sousa, Rui Santos, Maria José Dias Pinheiro, João Fernandes, Ana Sara Alves de Brito, João Quintela, Lucília Nunes, Nuno Murcho, Armandina Antunes, Rogério Gonçalves 

Subscrevem ainda: António Cardoso Ferreira, Maria José Dias Ferreira, Maria Fernanda Pires de Sousa, José Linhas, Elisabete Amoedo, Viriato Moreira, Ester Tereno, Josefina Fernandes Catroga Inês, Paula Franco, Luís Silva, Maria Teresa Antunes, Susana Cristina Silvestre Alexandre, Ana Pereira Campos, Rosa Moreira, Maria da Encarnação Graça, Jaime Mendes, Conceição Martins, Graça Machado, António Manuel dos Santos Rodrigues, Helena Margarida Martins Rodrigues Quintanilha de Melo, Horácio Noronha, Maria Isabel Antunes dos Santos, Maria da Graça, Miguel Martins Vieira, Ana Gato, Maria do Carmo Cabêdo Sanches, António Marques, Paulo Queirós, Luís Miguel de Sousa Carvalho, Anabela Madaleno, Margarida Maria Azevedo Guia, Rosa Santos Loureiro, Luísa Caldas

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