07/04/20

Intervenção do Enfermeiro Pedro Aguiar na TVI 24, dia 7 de Abril, em representação do grupo de reflexão sobre Enfermagem - Cidadania na Enfermagem.

Cidadania na Enfermagem - 7 de Abril, Dia Mundial da Saúde - OMS dedica o dia aos Enfermeiros
Intervenção do Enfermeiro Pedro Aguiar na TVI 24
em representação do grupo de reflexão sobre Enfermagem - Cidadania na Enfermagem.

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Jornal Público - Dia Mundial da Saúde, 7 Abril - Posição Pública da Cidadania na Enfermagem

"Que, do contributo dos enfermeiros portugueses para enfrentar o desafio da pandemia covid-19, o poder político ajuste as medidas que se impõem para garantir a melhoria das condições para o exercício profissional."
Posição Pública da Cidadania na Enfermagem :
Texto por nós enviado ao e Ministério da Saúde e aos:
- Grupos Parlamentares
- Escolas de Enfermagem
- Aces
- Hospitais
- Sindicatos 

Reproduzido na integra no Jornal Púbico de hoje, pode ler aqui 
Antena 1 - Ouvir aqui
Noticiado pelo portal Sapo, pode ler aqui 

"DIA MUNDIAL DA SAUDE – 7 DE ABRIL

A OMS DECLAROU 2020 COMO ANO DE APOIO AOS ENFERMEIROS E DECLAROU QUE A EFEMÉRIDE DO DIA MUNDIAL DA SAÚDE – 7 DE ABRIL É DE SUPORTE A ESTES PROFISSIONAIS
A OMS ESTIMA QUE SÃO NECESSÁRIOS MAIS 9 MILHÕES DE ENFERMEIROS ATÉ 2030 PARA ALCANÇAR OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Assinalar o Dia Mundial da Saúde, em torno do que foi a decisão da OMS é, no quadro em que hoje vivemos, reafirmar os enfermeiros no mundo e no nosso país são um pilar essencial na resposta aos desafios que a pandemia coloca, em simultâneo com as respostas que importa garantir às necessidades em cuidados de saúde aos cidadãos.
Vivemos um momento de mobilização global. Devemos reconhecer o facto de o país ter como pilar essencial um Serviço Nacional de Saúde, onde a ninguém são recusados cuidados de saúde, demonstrando que, mesmo com dificuldades decorrentes de anos de desinvestimentos, sem este instrumento público a resposta, que uma pandemia exige seguramente seria bastante mais frágil. É também neste quadro que vivemos que se confirma que, quando esgotados os recursos disponíveis do SNS, a disponibilização do setor social e privado, devidamente coordenado, evidencia a complementaridade que a Lei de Bases da Saúde consagra.
As respostas em saúde exigem um efetivo trabalho em equipa onde todos e cada um são essenciais, e com as suas competências garantam o melhor que se pode oferecer a quem se confia aos seus cuidados. Ninguém é dispensável – enfermeiros, médicos, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, assistentes técnicos, assistentes operacionais, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, administradores hospitalares e outros.
Contudo, e no quadro do Dia Mundial da Saúde, é importante relevar que os enfermeiros, sendo o maior grupo profissional e decorrente da natureza da sua profissão, são aqueles que durante 24 horas asseguram a continuidade e a segurança dos cuidados nos hospitais, nos cuidados continuados, nos cuidados de saúde primários e em muitos residências e lares.
Também, nos cuidados de proximidade, os enfermeiros são um pilar estruturante para garantir a disponibilidade, a continuidade e a segurança dos cuidados. São sobretudo os enfermeiros que percorrem bairros e aldeias, vales e montes para dar o suporte necessário a quem em suas casas necessita de cuidados. São também os enfermeiros que garantem nos Centros de Saúde as intervenções de vigilância, prevenção e promoção, entre outras a concretização do Plano Nacional de Vacinação.
É nos diferentes contextos, identificando as necessidades e as respostas possíveis, que se evidencia a capacidade de adaptação dos milhares de enfermeiros em todo o país, mobilizando-se na reorganização dos serviços e na gestão dos recursos disponíveis, alterando e prolongando os seus horários de trabalho, alterando a sua vida familiar e social para que para cada cidadão, de acordo com prioridades, possa ter a resposta adequada.
Sabemos que os enfermeiros estão sujeitos à tensão diária, que é marca dos tempos, que o covid-19 impõe mas que não se deixam tolher pelo medo e por isso conseguem minimizar as dificuldades que a carência de profissionais torna mais evidente face à realidade que vivemos. É no ultrapassar das dificuldades que aos enfermeiros gestores é colocado um desafio particular na gestão dos recursos disponíveis, humanos e materiais, de forma a que aqueles que garantem a prestação de cuidados sintam no seu quotidiano o apoio necessário capaz de motivar e garantir a necessária coesão das equipas.
Sabemos que esta gestão implica mobilização de uns serviços para outros, horários prolongados que permitam uma gestão de equipas em espelho de forma a prevenir estados de exaustão que por si só são fator de risco acrescido na oferta dos cuidados de enfermagem mas também para minimizar riscos de contágio e incrementar o tempo de isolamento social.
Todos somos convocados para o apoio mútuo onde cada um e cada uma, ombro a ombro, contribuem para a resistência à pressão que continuamente sofrem, em entreajuda ao colega com quem partilha essa mesma pressão.
Esta realidade, que hoje atravessa o mundo, atribui um sentido maior à declaração da OMS para o ano 2020 e para o Dia Mundial de Saúde de apoio aos enfermeiros.
Na sua página oficial podemos ler:
Year of the Nurse and the Midwife 2020
Nurses and midwives play a vital role in providing health services. These are the people who devote their lives to caring for mothers and children; giving lifesaving immunizations and health advice; looking after older people and generally meeting everyday essential health needs. They are often, the first and only point of care in their communities. The world needs 9 million more nurses and midwives if it is to achieve universal health coverage by 2030.
That’s why the World Health Assembly has designated 2020 the International Year of the Nurse and the Midwife.
Join WHO and partners including, the International Confederation of Midwives (ICM), International Council of Nurses (ICN), Nursing Now and the United Nations Population Fund (UNFPA) in a year-long effort to celebrate the work of nurses and midwives, highlight the challenging conditions they often face, and advocate for increased investments in the nursing and midwifery workforce.”
Este destaque e apelo das Organizações Internacionais é o reconhecimento inequívoco do percurso histórico que estes profissionais fizeram a partir do final do século XIX com o impulso que Florence Nightingale imprimiu à saúde em geral com diversos e importantes contributos, entre os quais a demonstração “simples” de que as medidas de higiene e o lavar das mãos salvam vidas.
Continuemos o seu legado e que, do contributo dos enfermeiros portugueses para enfrentar o desafio da pandemia Covid-19 e suportado nas orientações da OMS, o poder político ajuste as medidas que se impõem para garantir a melhoria das condições para o exercício profissional: maior reconhecimento e valorização do seu trabalho, melhoria das condições para o exercício da profissão, reconhecimento do risco acrescido decorrente do exercício, reconhecimento do papel dos que têm a função de gestão, um maior número de enfermeiros com o necessário equilíbrio na sua distribuição por áreas de intervenção e geográfica, a valorização das competências dos enfermeiros especialistas.
Todos estamos a aprender com o embate da crise que vivemos. Podemos sair dela mais fortes apesar das vulnerabilidades, mais resilientes apesar das perdas, porque percebemos melhor o que tem de ser feito e também os cidadãos terão compreendido e sentido como é importante o reforço do SNS.
Os enfermeiros e as enfermeiras em todo o mundo e no nosso país são parte integrante desta força. Por isso dizem PRESENTE.

Em representação da Cidadania na Enfermagem
Augusta Sousa
João Fernandes
Pedro Aguiar"

06/04/20

Dia Mundial da Saúde - 7 de Abril - OMS dedica o dia aos Enfermeiros

Dia Mundial da Saúde - 7 de Abril

Organização Mundial de Saúde dedica o dia aos Enfermeiros

O Dia Mundial da Saúde assinala-se a 7 de Abril (amanhã) e, este ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu dedicar o dia aos enfermeiros e ao trabalho que este grupo de profissionais realiza todos os dias em prol da sociedade. O simbolismo que a OMS atribui a esta efeméride assenta na convocação de todos os atores que se empenham na saúde, para que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030, que a ONU prossegue sejam atingidos.

A comemoração deste dia dedicado a enfermeiros ganha maior relevância e fica marcado pelo esforço que está a ser realizado à escala mundial para minimizar os efeitos devastadores da pandemia COVID-19 colocando ao serviço deste objetivo todos os meios disponíveis nos sistemas de saúde de cada país, sendo que no nosso país essa missão é assumida pelo SNS, mesmo com as dificuldades que tem demonstrado está a dar a resposta possível garantindo o acesso universal aos cuidados.

No âmbito do Dia Mundial da Saúde, importa salientar que os enfermeiros enquanto maior grupo profissional de Saúde,  e decorrente da natureza da sua profissão, são os profissionais que todos os dias, (diga-se 24 horas por dia, 7 dias por semana) asseguram a continuidade e a segurança dos cuidados de saúde nas diferentes unidades de saúde: cuidados hospitalares, nos cuidados continuados, nos cuidados de saúde primários e em muitos residências e lares.

A pandemia coronavírus confirma e reforça a certeza que os enfermeiros são um pilar estruturante para garantir a disponibilidade, a continuidade e a segurança dos cuidados de saúde à sociedade, uma vez que são os enfermeiros que percorrem bairros e aldeias, vales e montes para dar o suporte necessário a quem em suas casas necessita de cuidados. São também os enfermeiros que garantem nos Centros de Saúde as intervenções de vigilância, prevenção e promoção, entre outras a concretização do Plano Nacional de Vacinação.

A Cidadania Enfermagem (cidadanianaenfermagem.blogspot.pt) é um grupo de enfermeiros que sabe que só o trabalho em equipa, o respeito mútuo e a corresponsabilidade garantem o resultado que todos desejamos salvar o maior número de vidas possível. No contexto de pandemia, esta vontade ganha mais força.

Neste Dia Mundial da Saúde, a OMS, declarou o ano de 2020 de apoio aos enfermeiros de todo o mundo. É o reconhecimento do seu papel insubstituível, nomeadamente na continuidade e segurança dos cuidados, na promoção da saúde e prevenção da doença. A OMS apresenta dados interessantes que merecem ser partilhados, ou seja aquele organismo estima que são necessários mais de 9 milhões de enfermeiros até 2030 para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável.

Acresce, como para os restantes profissionais, que as respostas do nosso SNS aos desafios colocados neste quadro pandémico, não são alheias à capacidade demonstrada pelos enfermeiros na reorganização dos serviços, na adaptação dos seus horários, na reorganização de equipas que garantam as 24 h na prestação de cuidados, no improviso e gestão do material que escasseia e ao qual se vai acumulando o desgaste físico e emocional que a situação por si desencadeia.

Mas sabemos que os milhares de enfermeiros espalhados nos vários contextos e em todos os serviços dizem sempre PRESENTE colocando ao serviço de quem lhes confia os seus cuidados o melhor do seu saber.

Nota enviada à Comunicação Social 

14/03/20

CASAIS de ENFERMEIROS - Informação aos Pais com filhos até 12 anos e que não podem trababalhar a partir de casa .

Exmos. Senhoras/es Diretoras/es e Presidentes de CAP de AE e ENA,
No âmbito das medidas extraordinárias e de carácter urgente de resposta à situação epidemiológica do novo coronavírus, elencadas no Decreto-Lei n.º 10-A/2020 e onde se inclui a suspensão de atividades letivas e não letivas presenciais, e tendo sido decretado o estado de alerta em todo o país com a colocação dos meios de proteção civil e das forças e serviços de segurança em prontidão, foram aprovadas regras específicas para auxílio aos Trabalhadores de Serviços Especiais.
Na eventualidade de os profissionais de saúde, das forças e serviços de segurança e de socorro - incluindo os bombeiros voluntários, e das forças armadas, os trabalhadores dos serviços públicos essenciais, de gestão e manutenção de infraestruturas essenciais, bem como outros serviços essenciais - serem mobilizados para o serviço ou prontidão, impedindo assim que prestem assistência aos seus filhos ou outros dependentes, é identificada uma escola de cada agrupamento de ensino (ou a escola não agrupada) que deverá acolher os seus filhos ou outros dependentes.
Os trabalhadores das atividades enunciadas terão de ser mobilizados pela entidade empregadora ou pela autoridade pública, podendo solicitar o acolhimento dos seus educandos diretamente aos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, conquanto demonstrem reunir as condições de aplicação da medida.
Esta medida aplica-se a casos em que ambos os encarregados de educação exercem as profissões acima referidas e demonstrem reunir as condições de aplicação da medida.

A presente orientação complementa a enviada esta sexta-feira, dia 13 de março.
A Diretora-Geral dos Estabelecimentos Escolares,

COVID-19 - NOVO CORONAVÌRUS





12/06/19

Enfermeira Borges Coelho - Quando parte quem sempre lutou pela liberdade ficamos mais pobres



Sobre Isaura Borges Coelho
Quando parte quem sempre lutou pela liberdade ficamos mais pobres
A Enfª Isaura Borges Coelho foi e continuará na nossa memória como a enfermeira que na luta pelo casamento das enfermeiras e por enfrentar a Pide conheceu o que a repressão teve de mais duro – a perca da liberdade e dos direitos políticos.
Foi uma enfermeira para quem a cidadania corria nas suas veias e por isso nunca dela abdicou. Conhecemo-la sempre lutadora, numa vida que vale a pena reter e por isso afirmar que a melhor homenagem que como cidadãs/cidadãos enfermeiras e enfermeiros podemos fazer é dizermos: obrigada e que o seu exemplo nos dá força para continuarmos a luta que não termina pela liberdade e pela dignificação da enfermagem. 

Nota - Isaura Borges Coelho nasceu em Portimão a 20 de junho de 1926. Frequentou o curso de Enfermagem na Escola Artur Ravara e iniciou funções nos Hospitais Civis de Lisboa, no Hospital dos Capuchos, em 1952.
Em plena ditadura fascista e face às condições de trabalho deploráveis – obrigatoriedade de 30 turnos nocturnos de 12 horas que muitas vezes se prolongavam pelas 24 horas e apenas 1 folga por semana – encabeçou a luta pela sua melhoria.
Ao tomar conhecimento do despedimento de doze enfermeiras do Hospital Júlio de Matos por terem casado, tomou a iniciativa de lançar um abaixo-assinado dirigido a Salazar, ao Cardeal Cerejeira e ao Enfermeiro-mor dos hospitais tendo reunido centenas de assinaturas a exigir o casamento das enfermeiras.
O decreto-lei nº 28794, de 1 de Julho de 1938, estabelecia no artigo 60 que «Nos lugares dos serviços de enfermagem e domésticos (serviço interno) a preencher por pessoal feminino, só poderão de futuro ser admitidas mulheres solteiras e viúvas, sem filhos, as quais serão substituídas logo que deixem de verificar-se estas condições». A proibição do casamento das enfermeiras só terminaria, depois de longa luta, com o decreto nº 44923, de Março de 1963.
Na verdade, a proibição do casamento das enfermeiras e a luta pela sua revogação marcam 25 anos da história da enfermagem e dos movimentos feministas durante o Estado Novo. Em 1953, Isaura Borges Coelho foi presa pela PIDE e mantida cativa durante 4 anos por ser a impulsionadora do “movimento das enfermeiras” pelo casamento. Foi espancada, torturada e colocada em isolamento. Com 30 quilos, foi internada primeiro no Hospital de Santa Marta e passado um mês, em Santa Maria.
A solidariedade de enfermeiros e médicos durante o seu internamento determinou a sua libertação em 1957
Voltou a Portimão, à casa dos pais, onde lhe foi fixada residência. A PIDE nunca deixou de a vigiar assim como aos seus familiares. Após o 25 de abril, quando lhe ofereceram o lugar de enfermeira-chefe nos HCL, recusou, optando pelo seu lugar de enfermeira de 2ª classe na MAC. Subiu, depois, a enfermeira de 1ª e a enfermeira-chefe. Tirou o Curso de Enfermagem Pediátrica e Saúde Infantil e, durante anos, exerceu o cargo de enfermeira-chefe no Serviço de Prematuros.
Até à reforma manteve-se como delegada sindical das enfermeiras da Maternidade Alfredo da Costa no Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.
Em 2002, o Presidente da República Jorge Sampaio atribuiu-lhe a Ordem da Liberdade.

28/04/19

Ato Médico, Projeto de Regulamento - Parecer Cidadania na Enfermagem


No passado dia 28 de Março, foi publicado no Diário da República o Aviso nº 5392/2019 -“Projeto de Regulamento do Ato Médico” por iniciativa da Ordem dos Médicos que, de acordo com o Código do Procedimento Administrativo, se encontra em audição pública.
As Ordens Profissionais, enquanto Associações de Direito Público e no quadro das competências delegadas pelo Estado, assumem a função reguladora que a este compete no que às respetivas profissões diz respeito.
No que às profissões de saúde diz respeito esta delegação, consubstanciada no poder de autoregulação tem como fundamento o facto de esta ser a via que a sociedade portuguesa reconhece como a forma de garantir aos cidadãos os cuidados profissionais a que tem direito.
Ou seja, a proteção dos cidadãos a cuidados profissionais assenta na garantia de que os profissionais que proporcionam os seus cuidados estão devidamente certificados em qualificações e competências (inscrição obrigatória/cédula profissional), sujeitos aos deveres deontológicos e ao consequente poder disciplinar.
É neste quadro que a Ordem dos Médicos tem toda a legitimidade para desenvolver os instrumentos regulatórios relativos à profissão médica dos quais poderá incluir-se a regulação do Ato Médico.
Contudo, importa ter presente que as respostas de saúde aos processos de saúde/doença que os indivíduos, famílias e comunidades vivenciam só podem ser suportados com base em competências profissionais diversificadas e intervenções decorrentes de processos de decisão partilhada que, no respeito mútuo, sejam as mais adequadas.
É este o quadro que, em nosso entender, no exercício da função reguladora de cada Ordem Profissional da Saúde deve ser garantido que a auto-regulação potencia garantindo desse modo o respeito pela essência da sua existência, ou seja, o respeito pelo direito dos cidadãos a cuidados de saúde em segurança e de qualidade.
Não sendo apologistas de definição de atos profissionais, pela inerência que decorre em saúde das intervenções dos diversos profissionais e da entropia que tal prática pode potenciar, entendemos que os contributos que aqui expressamos possam ser acolhidos no sentido de, numa ótica construtiva, poderem ser desenvolvidas as melhores condições para os cuidados de saúde aos cidadãos.
São as necessidades em saúde e o conceito abrangente destas que tem suportado o desenvolvimento do conhecimento e da sua diversidade nas ciências da saúde que legitimam o exercício das várias profissões que intervêm para as melhores respostas à sociedade.
É indiscutível que o desenvolvimento académico e científico das diversas disciplinas e profissões que operam na área da saúde determina uma relação transversal de poderes, deveres e responsabilidades.
Mais do que criar barreiras estanques dos territórios profissionais, é necessário desenvolver uma cultura de complementaridade, de respeito pelos saberes e competências de cada profissão/profissionais que numa prática colaborativa, cujo foco são aqueles a quem oferecemos os nossos cuidados, será o suporte efetivo ao trabalho multidisciplinar e multiprofissional.
Entendemos assim que o regulamento proposto carece de revisão no que reporta à centralidade colocada na profissão médica, o que claramente colide com as necessidades dos cidadãos e com o respeito pela autonomia das outras profissões da saúde.

Lisboa, 27 de Abril de 2019
Os subscritores
Ana Loff, Antunes Nabais, Armandina Antunes, João José Santos Fernandes, José Carlos Rodrigues Gomes, Manuel João Quintela, Maria Augusta Sousa, Maria José Dias Pinheiro, Pedro Aguiar, Rui Carlos Bastos Santos

07/04/19

7 ABRIL - UM DIA GRANDE PARA A ENFERMAGEM E PARA AS COLEGAS HOMENAGEADAS COM A MEDALHA DE OURO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Hoje dia 7 de abril é celebrado em todo o mundo o Dia Mundial da Saúde
A OMS tem como principal objetivo desta data conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação da saúde para ter uma melhor qualidade de vida.
Anualmente, o Dia Mundial da Saúde é destinado a discutir um tema específico que representa uma prioridade na agenda internacional da Organização Mundial da Saúde – OMS.
Este ano de 2019 tem como lema – COBERTURA UNIVERSAL DA SAÚDE
Para Portugal, esta temática assume particular relevância, tendo presente que a nova Lei de Bases da Saúde se encontra em processo de discussão na AR e que nela importa consagrar normas que salvaguardem o reforço do SNS como principal eixo de garantir o acesso e cobertura universal da saúde.
O Ministério da Saúde assinala anualmente este dia com uma atividade pública que é, por um lado de balanço da situação portuguesa em relação à temática como um espaço de reconhecimento, por um lado geral a todos os que garantem melhor saúde para os cidadãos – profissionais, organizações da sociedade civil e instituições de saúde - e por outro particular, pelo reconhecimento do mérito a instituições e personalidades, das quais relevamos para a enfermagem portuguesa, a atribuição do Prémio Saúde, à Sr.ª Enfermeira Mariana Diniz de Sousa, em 2008
Este ano de 2019, foram homenageadas duas enfermeiras com a Medalha de Ouro – A Sr.ª Enfermeira Ana Sara Alves de Brito e a Sr.ª Enfermeira Lucília Nunes.
Entendemos ser uma homenagem merecida pelos seus percursos profissionais, académicos e de participação no desenvolvimento da enfermagem e da saúde. Aqui registamos, com elas e para elas, a nossa alegria e o nosso obrigada.
Nesta perspetiva, sendo este ato público consequência de uma decisão da Ministra da Saúde, entendemo-lo como reconhecimento do importante papel que os enfermeiros portugueses desenvolvem para a saúde dos cidadãos, assente numa formação sólida e internacionalmente reconhecida e numa prática diária de respeito pela deontologia profissional.

Por tudo isto afirmamos: o Dia Mundial da Saúde de 2019 é também um dia grande para a ENFERMAGEM PORTUGUESA, que em cada dia contribui para assegurar a COBERTURA UNIVERSAL DA SAÚDE através de cada enfermeiro, no exercício da sua profissão, seja na clínica, na formação, na investigação, na gestão, na acessoria e na regulação.

02/04/19

CARTA ABERTA - CONSTRUIR MAIS SNS. COM TODOS E PARA TODOS


Divulgamos a Carta Aberta que está disponível para subscrição em https://www.construirsnscomtodos.net/ e fazemos o apelo à subscrição no mesmo site

  1. O Serviço Nacional de Saúde é o garante do direito fundamental da proteção da saúde a todas as pessoas, sem exceção. O SNS deve ser forte e soberano, não funcionando em SOS, atirando para o privado os que têm capacidade de pagar, e do privado para o público quem deixa de ter essa capacidade.
     
  2. O SNS existe para os cidadãos, mas não conseguiria existir sem os seus profissionais, os quais se constituem como pilares fundamentais do mesmo, tendo-o defendido em todos os períodos difíceis que o país atravessou.
     
  3. As profissões que suportam o SNS foram bastante fustigadas durante os anos da troika com a perda de rendimentos, com uma consequente debandada de profissionais para o estrangeiro e com uma excessiva carga de trabalho por falta de recursos.
     
  4. Apesar de alguns direitos terem avançado nos últimos 3 anos, a degradação das condições de trabalho está na base do descontentamento de muitos profissionais, nomeadamente dos enfermeiros. 
     
  5. Os enfermeiros têm o direito de ver o seu trabalho devidamente reconhecido. É preciso garantir a adequada valorização das suas competências, a carreira e as progressões, o tratamento igual entre profissionais com diferentes vínculos e proceder à contratação de mais enfermeiros.
     
  6. Consideramos ser urgente encontrar soluções que garantam a correção de injustiças relativas e a prevenção de novas injustiças. 
     
  7. É imperativo ir ao encontro das necessidades dos cidadãos e do SNS, recentrando a discussão, sem permitir que se perca em questões estéreis que acentuam a clivagem entre profissões ou em iniciativas que viram a população contra os profissionais de saúde.
     
Os signatários da presente carta são defensores de um SNS mais forte e com mais qualidade. São defensores dos seus profissionais e da valorização das suas funções, mas veem com preocupação a instalação de um clima que em nada beneficia o SNS, os profissionais ou os utentes.

PRIMEIROS SUBSCRITORES 

Adriana Lopera - Enfermeira
Ana Benavente - Professora Universitária
Ana Escoval - Administradora Hospitalar
Ana Jorge - Médica pediatra
Ana Loff - Enfermeira
Ana Branquinho da Silva - Enfermeira
Ana Matos Pires - Médica Psiquiatra

Ana Paula Costa - TSDT

Ana Isabel Fialho - TSDT
Ana Saraiva Cavaleiro Alves de Brito - Enfermeira e Ex-autarca

Ana Sofia Cassiano – Enfermeira

Almerindo Rego - Técnico de Análises Clínicas e Saúde Pública
André Barata - Professor Universitário
André Beja - Enfermeiro e Investigador de Políticas de Saúde
António Avelãs - Professor
António Carlos Santos - Professor
António Faria Vaz - Médico

António Mendes – Auxiliar de Ação Médica
António Rodrigues - Médico de Família
Aranda da Silva - Farmacêutico

Armanda do Carmo Antunes - Enfermeira
Artur Beja - Enfermeiro
Bruno Maia - Médico
Bruno Carapinha - Investigador
Bruno Morais - Técnico de Emergência Pré-Hospitalar
Bruno Noronha Gomes - Enfermeiro
Carla Cristino - Enfermeira do INEM
Carlos Pereira Martins - Economista
Carvalho da Silva - Sociólogo e Investigador
Célia Rodrigues - Fisioterapeuta
Cipriano Justo - Médico de Saúde Pública
Constantino Sakellarides - Médico e Investigador
Diana Pereira - Enfermeira
Duarte Leal - Enfermeiro
Dulce Ferreira - Enfermeira

Edite Spencer – Médica
Elsa Teixeira - Enfermeira
Fátima Marras - Enfermeira

Fátima Prior - Enfermeira 

Fernanda Parafitas – Enfermeira
Fernando Rosas - Historiador
Flora Silva - Animadora Social
Francisco Alves - Membro do Conselho Nacional da CGTP
Gonçalo Alves - Enfermeiro
Graça Eliseu - Enfermeira
Graça Quaresma - Enfermeira e Professora

Guida Ascensão – Psicóloga
Gustavo Ambrósio - Empresário
Henrique Botelho - Médico
Isabel do Carmo - Médica
Isabel Landeiro - Enfermeira
Jacinto Lucas Pires - Escritor
Jaime Mendes - Médico
Joana Dias - Enfermeira
Joana Pires - Enfermeira

João Chaveiro – TSDT
João Lavinha - Ex-Presidente do Instituto Ricardo Jorge

Jorge João Rodrigues - Médico e Presidente da USF-AN
Joaquim Lopes - Enfermeiro e Professor
Jorge Espírito Santo - Médico Oncologista
José Carlos Rodrigues Gomes - Professor de Enfermagem
José Carlos Santos - Professor de Enfermagem
José João Santos Fernandes - Enfermeiro
José Manuel Boavida - Médico


José Maria Castro Caldas - Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

José Pedro Oliveira – Psicólogo

José Novo - Militar 

Lisete Fradique Ribeiro - Enfermeira  e Professora

Luís Caldas - Enfermeiro

Luísa d’Espiney - Professora de Enfermagem

Manuel João Farias Quintela - Enfermeiro
Manuel Lopes - Enfermeiro e Docente Universitário na Universidade de Évora
Manuela Silva - Médica
Marcelo Teixeira - Editor
Márcia Silva - Enfermeira
Margarida Filipe - Enfermeira Diretora da ULSM
Margarida Gil - Cineasta
Maria Augusta Sousa - Enfermeira
Maria da Conceição Martins - Enfermeira
Maria da Conceição Santos - Técnica da Segurança Social

Maria do Céu Monge – Enfermeira

Maria Graça Machado - Enfermeira
Maria Graça Neves Carneiro - Enfermeira e Professora
Maria José Maia Dias Pinheiro - Enfermeira
Maria Margarida Mota Guedes - Enfermeira e Professora
Maria Teresa Rebelo - Enfermeira e Professora
Mário André Macedo - Enfermeiro 

Mário Durval - Médico de Saúde Pública

Mário Jorge Neves - Médico
Marta Lima Basto - Enfermeira e  Investigadora
Mauro Rosa - Enfermeiro

Miguel Romão - Enfermeiro
Nelson Coimbra - Enfermeiro
Nuno Murcho - Enfermeiro
Nuno Saraiva - Ilustrador
Olga Maria Ordaz Ferreira - Enfermeira e Professora
Orlanda da Encarnação Silva - Enfermeira
Otília Teixeira Fernandes - Enfermeira e Professora
Patrícia Gomes - Enfermeira
Patrícia Teixeira - Enfermeira
Paulo Fidalgo - Médico de Gastroenterologia
Pezarat Correia - Militar
Pilar del Rio - Jornalista
Raquel Bola - Enfermeira
Raquel Freire - Cineasta
Raquel Varela - Historiadora e Investigadora
Regina Ribeiro - Enfermeira
Rogério Gonçalves - Enfermeiro
Rosane Ferreira - Enfermeira
Rui Carlos Bastos Santos - Enfermeiro

Sandra Cristina Henriques – Auxiliar de Ação Médica
Sandra Duarte Cardoso - Médica Veterinária
Sandra Monteiro - Jornalista
Sandy Severino - Enfermeira
São José Lapa - Atriz

Sérgio Moura Afonso - Ator
Sérgio Sousa - Enfermeiro
Sofia Crisóstomo - Farmacêutica
Tânia Russo - Médica
Teresa Gago - Médica Dentista
Teresa Marçal Novo - Enfermeira e Professora
Teresa Summaviele - Investigadora no i3S
Tiago Pereira - Enfermeiro
Timóteo Macedo -  Jornalista
Ulisses Garrido - Sociólogo
Vasco Ramos - Sociólogo e Investigador